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Saúde de verdade e maior longevidade para o seu cão e gato

Açúcares escondidos na ração: por que mesmo as versões diet ou light não combatem a obesidade canina

Num mundo ideal, comeríamos apenas alimentos frescos, orgânicos, minimamente processados.

Num mundo ideal, não comeríamos tanta porcaria, como fast foods, salgadinhos, bolachas etc. E, certamente, evitaríamos muitos casos de obesidade, entre outros problemas de saúde.

Infelizmente, muitos de nossos pets passam a vida inteira – em todas as refeições diárias – se alimentando de rações secas. Esses produtos são ultraprocessados, fazem um mal danado à saúde de seu pet. E contém grande quantidade de um tipo de alimento de que ele não precisa em nenhuma quantidade: o amido.

De acordo com o Conselho Nacional de Pesquisa americano, comparado com outros nutrientes – proteínas e gorduras – nenhum amido é considerado essencial para a deita canina.

Epidemia de obesidade canina

Por isso, vemos muitos cães acima do peso. De acordo com a Association for Pet Obesity Prevention, 55,8% dos cães estão obesos ou acima do peso nos EUA. E a população canina do Brasil, apesar não ter estudos suficientes, não parece ficar muito atrás. Segundo artigo publicado na revista Nature, 40,5% dos cães na cidade de São Paulo estão acima do peso ou obesos.

E mesmo na AAFCO (Association of Feed Control Officials) – entidade que orienta as normas nutricionais dos pets – não há menção de quantidades mínimas de amido.

Mas se este alimento não é essencial, por que as rações são constituídas de 30 a 60 por cento de amido?

Porque tanto as rações são processadas através de um processo chamado extrusão, que necessita de grandes quantidades de amido para dar a “liga” na massa com que será feito os croquetes. Simples assim.

Além disso, a utilização de carboidratos permite a produção em massa de alimentos e barateia o custo do produto.

Muitos dos alimentos que consumimos são feitos assim: macarrão, cereais matinais, salgadinhos etc.

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O amido é um alimento considerado não essencial para cães, mas presente em grande quantidade nas rações.

Carboidratos, insulina

A julgar pelo estudo citado acima, você provavelmente conhece muitos tutores (as) cujo cão ou gato está acima do peso. Talvez você mesmo(a) esteja enfrentando este problema agora, comprando rações caras com restrições calóricas.

Mas isso não adianta Sabe por quê?

Porque uma das causas da obesidade canina, a “culpa” não é exatamente do excesso de calorias e das gorduras. A “culpa” é…adivinhe…do carboidrato! Mas vamos com calma.

Quando o cão ingere amido, este se transforma em glicose, que o organismo usa como combustível. Isso libera insulina no sangue, que move o açúcar para as células.

Insulina é um hormônio encontrado em humanos, cães e gatos. E ela é o único hormônio existente no organismo que reduz o açúcar no sangue.

Em contrapartida, há 8 hormônios responsáveis por aumentar o açúcar no sangue. 8 que elevam e apenas 1 que diminui. Você entende o que isso quer dizer?

Quer dizer que o organismo do seu cão está muito mais preparado para aumentar o açúcar no sangue do que para diminuí-lo.

Alimentos disponíveis na natureza

E isso faz sentido, porque na natureza não há muitas fontes de carboidratos.

Alimentos como milho e trigo só são consumidos depois de aquecidos e processados para que tenham algum valor nutricional.

Agora vejamos os alimentos disponíveis na natureza:

  • Frutas: média de 6 a 8 por cento de carboidratos
  • Vegetais: média de 4 por cento de carboidratos
  • Carnes: zero

Isso não é muito, comparado aos 30, 60 por cento de carboidratos presentes nas rações, não é mesmo?

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Índice glicêmico, carga glicêmica

Você já deve ter ouvido falar em índice glicêmico. Ele serve para saber em que velocidade um alimento dispara o açúcar no sangue. Quanto maior o índice glicêmico, maior a velocidade de o alimento aumentar a taxa de açúcar. A melancia, por exemplo, tem um índice glicêmico alto.

Mas há outro indicador que nos ajuda a escolher melhor os alimentos com base nessa capacidade de elevar o açúcar no sangue. Chama-se carga glicêmica.

Assim, a carga glicêmica é uma medida que leva em consideração a quantidade de carboidratos em uma comida e a rapidez com que aumenta os níveis de glicose no sangue.

Para calcular a carga glicêmica, multiplica-se o índice glicêmico pela quantidade de carboidratos por grama em uma porção e divide-se por cem.

Com base nesse cálculo, temos que a carga glicêmica da melancia é muito baixa, 4. Por isso, enquanto frutas (como a melancia) têm um alto índice glicêmico, sua carga glicêmica é baixa porque são relativamente baixas em açúcar e altas em água. E uma quantidade baixa de açúcar não vai, necessariamente, atingir o limiar para liberar insulina. Mas, uma vez que ela é liberada, poderá contribuir para um quadro de obesidade.

Já falamos que a insulina é responsável por levar a glicose do sangue para as células. Ela também auxilia na conversão da glicose em gordura e em seu armazenamento no corpo. E não só isso, sua ativação fará com que o corpo pare de quebrar e mobilizar depósitos de gordura.

E o amido, principalmente os submetidos ao aquecimento – como os contidos nas rações – tem alta carga glicêmica, e é responsável, desse modo, por muitos dos quadros de obesidade dos nossos peludos.

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Um cão com peso ideal deve ter o abdome mais alto que o peito, como na foto acima.

Como saber se seu cão está acima do peso?

Para saber se seu pet está com quilos a mais, o ideal é levá-lo ao veterinário para pesar. O médico poderá avaliar, de acordo com o tamanho e raça do cão, se houver.

Além disso, o veterinário tem em seu consultório um quadro de Escala de Condição Corporal em que pode comparar o corpo do seu cãozinho com 9 imagens. Neste quadro, o número 1 representa um animal muito abaixo do peso, e 9, um animal obeso.

Além disso, você mesmo(a) pode analisar o corpo do seu cachorro por cima. Um corpo roliço de formato oval pode indicar que o pet está acima do peso.

Outra maneira de saber se o cachorro está com ganho de peso é sentir suas costelas. Se você precisa pressionar as costelas do seu cão com força para senti-las, é sinal de que ele pode estar gordinho.

Por fim, outro sinal de que seu cãozinho está gordo é observá-lo de lado. olhe seu cãozinho de lado. Um cachorro esbelto deve ter o abdome mais levantado do que o peito, e não no mesmo nível.

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Hábitos alimentares saudáveis e exercícios físicos regulares são os grandes aliados para combater a obesidade canina.

Conclusão

Se você chegou a este artigo é porque seu cão pode estar acima do peso. E, como pode perceber, a obesidade canina é um problema muito comum entre cães. E entre gatos e humanos, infelizmente.

A obesidade canina, muito além de ser um problema estético, é problema de saúde sério que pode levar a diabetes, por exemplo.

Portanto, é importante que você, tutor(a) adote hábitos alimentares saudáveis para seu cão. Uma alimentação natural, biologicamente apropriada e exercícios físicos regulares podem prevenir uma série de problemas no futuro.

Pesquise, procure informações em diferentes lugares. Também conheça a proposta do nosso site, que defende a medicina preventiva. E não a paliativa, que procura apagar os incêndios quantos estes aparecem.

Referências

Este texto foi produzido baseado nos seguintes artigos:

https://www.dogsnaturallymagazine.com/hidden-sugars-dogs-food-making-sick/

https://www.nature.com/articles/s41598-020-70937-8

https://petobesityprevention.org/2018

https://www.akc.org/expert-advice/health/how-to-tell-if-your-dog-is-fat

Aviso de segurança:A PetMe é um site meramente informativo. Portanto, todas as informações, dicas e sugestões nele contidas não substituem, em absoluto, a consulta a qualquer especialidade médico-veterinária.

Ei! Quer trocar a ração do seu cão por alimentaros mais naturais e saudáveis? Este livro é um bom começo:)

Alimentação Natural

A Prevenção é sempre o melhor remédio. E a Nutrição é a base de uma ótima saúde. Entenda como Alimentação Natural pode desempenhar um papel fundamental na prevenção das doenças que tiram o sono de nós, tutores de cães e gatos.

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Como tutores de cães e gatos, devemos garantir que nossos pets tenham acesso ao melhor atendimento médico veterinário possível, caso tenha algum problema de saúde. E a abordagem que integra Tratamentos Convencionais com Terapias Alternativas pode ser mais efetiva e trazer mais benefícios para a saúde integral de nossos companheiros.

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comentários dos amantes
e tutores

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João Caiado

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